Modelos
- 17 de dez. de 2014
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Modelo é uma pessoa que disponibiliza a sua imagem para ser registrada em fotografia, pintura, escultura ou desenho. Nesse registro, o objetivo não é a pessoa em si nem a sua personalidade, mas sim outra personagem mais ou menos definida, para o qual o modelo normalmente representa.
Porém, estamos aqui hoje, para falar de modelos na moda.
Existem alguns tipos de modelos na moda.
São eles:
Na década de 1980, surgiu o fenômeno top model, um grupo de modelos destacados que viraram celebridades em suas carreiras. Mais tarde, em meados dos anos 90, o termo supermodelo começou a ser mais empregado para se referir a esse tipo de profissional bem-sucedido.
No início dos anos 2000 uma revista inglesa criou a terminologia übermodel para designar especificamente o sucesso atingido pela modelo brasileira Gisele Bündchen, inédito até então.
Übermodel designa a modelo que faz mais sucesso, é a mais requisitada e conseqüentemente a mais bem paga em seu momento na indústria da moda.
Para além desses termos, há na moda a categoria new face, que são modelos recém-engajados, que têm potencial, porém, tem poucos meses de carreira e estão se profissionalizando. Geralmente disputaram grandes competições de beleza, como por exemplo o Supermodel of the World ou o Elite Model Look.
Já o modelo de prova, é o profissional usado pelas indústrias de confecção para fazer a prova do molde que será usado para a confecção em série.
Vamos ver a seguir, alguns modelos brasileiros de sucesso e saber um pouco mais sobre eles.
Juliano Zanata - modelo e empresário
A agência Oca Models, inaugurada em 2011, é a mais nova peça do tabuleiro fashion nacional. Criada pelo casal Juliano Zanata ( modelo e empresário ) e Renata Mozzini ( modelo ), a empresa conta com inúmeras beldades como por exemplo Miro Teixeira, ex-integrante do reality show “A Fazenda”. Parte dos bonitões veio de outras agências, diga-se. “Ao contrário da concorrência, tratamos nosso casting com respeito”, alfineta Zanata, que foi colírio da revista CAPRICHO nos anos 90. “Há quem chegue ao cúmulo de cobrar dos modelos até os serviços de motoboy.” Como diferencial, os neoagentes dispensam contrato de fidelidade. “As pessoas ficarão conosco por prazer" afirma.

Carol Ribeiro - modelo
Caroline é descendente de africanos, índios e portugueses e chama atenção por ter um biotipo exótico. Começou sua carreira aos 16 anos, após vencer o concurso Elite Model Look, de 1996 e fez vários trabalhos no Brasil e no exterior, para marcas como a Gucci, Valentino, Yves Saint Laurent, Rosa Chá, etc. Fez também dezenas de capas de revistas e editoriais. Em 2000, ganhou asas e integrou o seleto time de "Angels" da Victoria's Secret.
Caroline Ribeiro, aos 21 anos, caiu nas graças da Revlon depois de protagonizar campanhas da Versace, Louis Vuitton e Calvin Klein. Assim, foi contratada como o novo rosto da Revlon em 2001, num contrato de US$ 6 milhões anuais.
Com apenas cinco anos de carreira, a modelo fez mais de mil desfiles e passou a ganhar até US$ 100 mil por hora de trabalho. Após o contrato com a fabricante de cosméticos, tornou-se a modelo brasileira mais bem paga da história, depois de Gisele Bündchen.
Em 2008 foi contratada pela MTV para apresentar o programa Arquivo Luau, também apresentou o programa A Fila Anda, e, finalmente, o IT MTV.
Caroline reside em São Paulo, é casada e tem um filho.

Lóris Kraemerh - modelo
A história da menina bonita de família humilde que vira modelo e conquista fama e dinheiro é sempre associada aos contos de fadas, porém, no caso da paulistana Lóris Kraemerh, de apenas 22 anos, a coisa está mais pra uma novela mexicana mesmo. Começando pelo começo: o trabalho de parto de Lóris começou dentro de um helicóptero, para desespero do seu pai, que pilotava a máquina, e de sua mãe, que nem sabia que estava grávida. Desde então, a vida da hoje modelo foi uma sequência de reviravoltas que incluem: a perda do dinheiro da família, violência doméstica, o abandono paterno, a mudança para a favela e o trabalho infantil. Segue alguns trechos da entrevista concedida à FFW em 2011:
“Comecei com 15 anos, mas nunca foi o meu sonho. O meu sonho era o exército, eu sempre fui molecona. Foi uma época que eu estava sem emprego e a minha mãe e o meu padrasto se separaram — ele era caminhoreiro e a gente havia se mudado para o interior em 2001 por causa do trabalho dele. O [scouter] Newton Oliveira veio pra minha cidade na época, e deu no rádio, aquela coisa de cidade pequena, e eu falei, ‘não vou’. Aí lembro até hoje o dia que cheguei em casa e a minha irmã [a mais nova da família, hoje com 8 anos] pediu pra comer alguma coisa — eu abri os armários e não tinha nada, nada, nem água, tava uma situação horrível. Falei: ‘É isso que vocês querem que eu faça? Então eu vou’. Fui, fui a única que passei na seleção, quatro dias depois estava em São Paulo trabalhando”. Conta Lóris sobre o início da carreira de modelo.
“Não me irrito com o lado ‘glamour’ da moda porque eu cresci com dinheiro, tive uma boa criação. Mas tem certos pontos e atitudes desnecessárias que me irritam, como falta de educação, gente que abusa do poder; booker de 50 anos que vai dar um esporro gritando com uma menina de 12 anos que acabou de sair de casa. Eu também já fui mal tratada várias vezes. Muito. Gente falando que ‘você não serve pra esse trabalho, você é horrorosa’… ou você dá ‘bom dia’ e a pessoa fica olhando pra sua cara em silêncio. Daí você tenta mais uma cinco vezes e a pessoa fala ‘você ainda não entendeu que não é um bom dia?’.
Mas tem a parte boa também; eu gosto muito de viajar e conheci muitos lugares sendo modelo. Como eu não tenho família, eu sempre falo que minha família acaba sendo fotógrafo, stylist, cliente; eu tenho uma família nova todo dia, conheço muita gente, tenho experiência de vida e uma bagagem enorme”. Diz ela sobre a sua percepção do mundo da moda.




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